segunda-feira, 28 de abril de 2008

Últimos Dias

Contando história, vendo a vida passar.... roubando versos como mendigos com fome roubando o alimento para se manter "vivo". Pois, por dentro, o cigarro e aqule velho vinho já o deixou morto.

Não queria contar histórias triste, mas as mãos segue de acordo com a mente, que as vezes mente pra si mesmo. Queria dar um tempo a mim mesmo, ontem as lágrimas eram visíveis... mas o "ladrão" de alimento, mata a fome e ao voltar pra casa, encontra tudo como está.
A intensão não é citar canções, mas elas sim nunca o trai. Em seu carrinho de mão, há um rádio velho de pilha.

Faz tão pouco tempo que está naquele novo ambiente, mas o passado nunca é apagado, como se faz com recados de celulares. Tudo que ele queria é esquecer o amargo do dia e viver para si mesmo. O sentimento é de culpa, ontem vandalos queimaram seu papelão, por sorte dele, eles não viram a fina coberta que escondia seu ultimo frasco de vinho. Agora, deseja dar um tempo, já cansou dessa correria infernal e sem rumo. Rumo? Palavra estranha não? Os ultimos dias, as vezes o deixa sufocado, pois já não tem onde procurar alimento e o vicio o alimenta.

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Rafael Domingos Moreira, nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Hoje o mundo o ver em situações de coragem e medo.....pois o medo prende-me e a coragem, faz-me viver.

Certa pessoas dizem que o que escrevo, as transmitem insegurança, talvez, mas na vida podemos modificar quase tudo que há nela.


Meses

Prisão, emoção, razão, reação;
Cavaria como túneis estes meses;
Dormiria sem lastimas nesta prisão;
Eu penso no pior, você age;
Mas a esperança é um dilúvio;
Um delírio;
Uma ilusão do que se sente;
Um epitáfio em meio ao caos;
O amanha é um enigma, uma interrogação;
Meses de aflição, dúvida, medo e paixão;
Leves ao anoitecer, ardentes ao pôr-do-sol;
Mas os meses que ferem são os mesmo que curam;


Rafael D. Moreira


Inquietude


Meu corpo, batimentos por segundo;
Uma vitrine, vampiro a observar;
Obsessão, amor e distancia;
Resistência e tudo me são dito;
Mistura de ciúmes com paixão;
Faltam tantas coisas, some palavras;
Sobram as inquietudes dentro de mim;
Fica no ar desejos e a mente a mil;
Falta ar, sem saber o que virá;
Por onde andas?
Mas não sou santo, sei o que faço;
Telefone toca, não atendo;
Pois não é você;
A sensação é corpo pequeno;
Quero ir além, ali onde seu olhar paralisou;
Quero saber, viver e sentir;
Quero ir onde o mel do sol possa me ouvir;


Rafael D. Moreira